Select Menu

lugares que nos visitam

Um dos requisitos do cartão de Amigo, na seção Arte de Acampar é "Saber o que fazer quando se estiver perdido." Os mais antigos no clube lembrarão de uma acróstico que ajuda muito nessa situação: PASOCOLA, que significa:

Parar
Acalmar-se
Sentar
Orar
Comer
Orientar-se
Lembrar 
Andar
Abaixo, segue de forma mais ampliada, quais os passos necessários para alguém que um dia se encontrar perdido. Este texto foi retirado do livro Aventuras ao Ar Livre da Casa Publicadora Brasileira.
 
1. Sente-se, mantenha a calma e descanse: O pânico é o pior inimigo de quem está perdido. Reconstrua sua trajetória, relembrando o último ponto conhecido da trilha.
 
 2. Se estiver em grupo: Após o descanso, distribua as tarefas a cada pessoa. Transmita confiança. Se alguém estiver machucado, preste os primeiros socorros.

3. Não saia do lugar onde você está antes de marcá-lo bem: Seja com estaca, algum pano, abrindo uma clareira, assinalando uma árvore grande. Esse será seu novo marco de referência.

4. Suba a um lugar elevado, uma colina próxima ou uma árvore alta e procure algum marco familiar, ou sinal de fumaça: Não se apresse. Se tiver uma bússola, cheque sua posição, trace um azimute e siga cuidadosamente nessa direção.
5. Tente voltar, seguindo suas pegadas: Mas cheque constantemente sua posição para não perder o ponto de referência. Esteja certo de poder voltar a ele. Deixe sinais de pista para guiar-se.
 
6. Base provisória: Se nada disso funcionar, faça um abrigo numa árvore ou no solo e uma fogueira segura coolocando ramos e algumas folhas verdes para fazer fumaça. Inicie um diário. Anote as condições e posição geográfica em que se encontra, etc. A essa altura alguém já deve estar procurando por você e isso indicará sua posição.

 7. Providencie alimentos e água:Plantas comestíveis, frutos silvestres e peixe, se houver um ria ou lago por perto.
8. Não desista: Na manhã seguinte espere ajuda. Produza fumaça e fique atento aos gritos da equipe de busca. Enquanto isso, procure se lembrar em que ponto cardeal está o acampamento, a estrada, ou outra base qualquer de apoio naquelas redondezas. Se o dia estava ensolarado, você poderá estabelecer a direção em que seguia atpe estar perdido, pela lembrança do lado do rosto que o sol batia nas difrentes horas da caminhada. Se você tiver sucesso nessa tentativa, suas chances de sair-se bem são boas. 
9. Siga com segurança (1): Se depois de várias horas, a ajuda não chegar, suba novamente ao lugar elevado e, olhando para o lado que você pensa que deve caminhar, estabeleça um ponto de referência (pode ser uma árvore, rocha, morro, etc.) e caminhe naquela direção. Antes de sair, deixe alguma indicação de sua presença e direção que seguiu. Não corra; qualquer acidente pode complicar ainda mais a situação.

10. Siga com segurança (2): Se a mata for cerrada e você não puder ver constantemente seu ponto de referência, de vez em quando suba em uma árvore para conferir a direção. É fácil andar em círculos quando se está perdido.


Para deixar esta seção ainda mais completa, quero compartilhar com vocês um vídeo mostrando todos os passos acima de forma prática.

Este vídeo pertence ao canal do ScarfClub no Youtube. Este canal é de uma turma dedicada do Clube de Desbravadores Pioneiros da Caatinga da Associação Pernambucana Central. Em breve teremos mais vídeos que nos ajudarão nos requisitos de nossas classes.

Fontes:
LEMOS, Francisco. Aventuras ao ar livre: guia para desbravadores. 2.ed. Tatuí-SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
- -

Tipos:

Fogo de Caçador

Um dos melhores para cozinhar, é o preferido dos exploradores. Escolha dois troncos verdes de cerca de 50cm de comprimento e 15cm de diâmetro cada. Coloque-os lado a lado, com a abertura mais larga virada para o lado do vento e a mais estreita será usada para apoiar as panelas. Mantenha o fogo baixo. Acrescente lenha só quando for necessário. O uso de carvão também é apropriado. Os troncos verdes podem ser substituídos por pedras grandes ou tijolos adequadamente empilhados.
fogo_cacador_2.jpg
-
Fogo_de_Cacador.gif

Fogo Estrela

Nada melhor que fazer uma roda de amigos ao redor deste fogo. Ele é de longa duração, com calor brando. Consome pouco combustível e não é necessário cortar lenha. Junte alguns troncos ou galhos secos, disponha-os em forma de estrela de modo que todos se encontrem no centro, onde se acende uma pequena fogueira. À medida que as pontas vão se queimando, é só empurrar os pauzinhos mais para o centro.
fogo_estrela.gif
-
fogo_estrela.jpg

Fogo Refletor

Para as noites frias, prepare este excelente aquecedor natural: construa uma pequena muralha com troncos verdes para dirigir o calor em uma só direção. Prepare a fogueira protegida na muralha. Cuide para que o vento sopre em direção à paliçada e não à barraca. Uma rocha ou barranco também podem funcionar como refletor. Neste caso, verifique se o local é bom para se armar uma barraca.
fogo_refletor.gif

fogo_refletor_2.gif
_
Fogo_Refletor.gif
-
fogo_refletor_3.jpg

Fogo de Trincheira

Este fogo consome pouca lenha, oferece menos riscos, não é incomodado pelo vento e não irradia tanto calor, sendo apropriado para os dias quentes. Construa uma valeta mais rasa e larga de um lado, e mais funda e estreita do outro, para que o vento sopre do lado mais largo para o mais estreito. Se o chão for duro, corte as bordas bem retas de modo que apóiem as panelas ou cruze sobre a cova alguns galhos verdes que possam apoiá-las. O único inconveniente deste fogo é ficar ao nível do chão, o que deixa seu uso um pouco desconfortável
fogo_trincheira.gif
_
fogo_trincheira_2.gif
_
Fogo_de_Trincheira.gif
-
fogo_trincheira.jpg

Fogo em cone

Características: dá bastante calor e as chamas sobem como um fio dando muita iluminação. Como os troncos são consumidos rapidamente, necessita de maior manutenção.
A base é um quadrado com 1 a 1,2m de lado, dispondo-se dentro dele numerosos troncos colocados em cone.
fogo_cone.jpg

Outros:

Cama_Rapida.gif
_
Cercadura_de_Pedra.gif
Fogo do conselho:
Fogo_do_Conselho.gif
-
fogo_conselho_2.jpg

Fogo colorido

Fogos coloridos são bonitos, fáceis de fazer e servem para uso ocasional. Há vários pós e grânulos químicos, os quais produzem fogo multicoloridos quando colocados sobre a tora principal do fogo ou salpicados no fogo quando está queimando.
Cores produzidas por compostos:
  • Vermelho - Cloreto de estrôncio
  • Alaranjado - Cloreto de cálcio
  • Amarelado - Cloreto de sódio
  • Azul - Óxido de cobre
  • Verde - Cloreto de cobre ou cloreto de bórax ou ácido bórico
  • Verde mar ou púrpura - Sulfato de cobre ou cloreto de cobre
  • Roxo - Cloreto de potássio
  • Carmesim - Cloreto de lítio Misturado - Sal (peter)

Conselhos Úteis

Não desperdice os seus fósforos procurando acender uma fogueira mal preparada. Não sendo necessário, não acenda fogueiras aqui, ali e acolá, economize o combustível. Experimente todos os métodos primitivos de fazer fogo e procure tornar-se eficiente em pelo menos um deles, antes que se acabem os seus fósforos. Traga sempre consigo um pouco de material de “isca”, bem resguardado da umidade, dentro de um saquinho impermeável ou de um receptáculo hermeticamente fechado. Nos dias secos e de sol quente, exponha as iscas aos raios solares. Um pouco de carvão vegetal, pulverizado, adicionado a isca, fará com que pegue fogo com mais rapidez. Não perca oportunidade de ajuntar iscas onde quer que encontre. Mantenha a lenha para a fogueira bem abrigada da umidade. Aproveite o calor do fogo já armado para secar a lenha úmida. Poupe algumas das suas melhores iscas e alguma lenha para rapidamente acender nova fogueira, pela manhã. Para rachar pedaços mais grossos (ou pequenas toras) de madeira dura, corte pedaços em forma de cunha e crave essas cunhas na casca das toras com uma pedra ou pedaço de pau pesado (uma clava), a lenha rachada queima com mais facilidade. Para que uma fogueira dure a noite toda, ponha toras grandes em cima de modo que o fogo queime até o miolo da madeira. Uma vez formada a camada bem rica de brasas vivas, cubra-as levemente com cinza e por cima da cinza ponha terra seca. Pela manhã o fogo estará ainda aceso. O fogo pode ser transportado de um local para outro, sob a forma de pedaços incendiados de madeira em decomposição, de “palha” de coco, ou de brasas de bom tamanho. Coloque o material incendiado, ou em brasas, sob a nova fogueira, e abane ou sopre, até pegar fogo. Não desperdice material combustível. Utilize somente o que for necessário para começar e manter acesa a fogueira. Quando abandonar o local do acampamento, apague cuidadosamente a fogueira. Nos trópicos, a madeira para fazer fogo é abundante. Mesmo que esteja molhada por fora, o interior estará suficientemente seco (isto em se tratando de tronco morto) para queimar. Nas zonas com palmeiras, você poderá arranjar bom material para isca se fizer uso das fibras dos talos das folhas de palmeira. O material encontrado dentro dos ninhos de cupim e a própria “casa” dos mesmos, na parte inferior, constitui um bom material para fogueira.
Folhas verdes, atiradas ao fogo, provocam uma fumaça que muito contribuirá para manter afastados os mosquitos e também para sinalizar. A reserva de lenha para o fogo deverá ser guardada sob o abrigo, a fim de que se conserve o máximo possível seco. A madeira e o material de isca que sobrarem se estiverem úmidos, deverão ser secados junto à fogueira e guardados para uso futuro.
-

Fogueira:

Local

Na maioria dos campings, existem lugares reservados para fazer fogo. Em outros locais se precisa pedir autorização do proprietário. Escolha um local bem aberto, longe das barracas, das árvores e das moitas. Lembre-se que é proibido fazer fogo na mata ou em florestas.
Atenção: jamais acenda fogo se há vento, ou se a vegetação está muito seca.
Prepare o local para a sua fogueira com cuidado. Limpe a área e remova as folhas, raminhos, gravetos, musgo e capim seco, a fim de não estabelecer um incêndio geral na floresta. Se o chão estiver seco, raspe tudo até chegar à terra pura. Se a fogueira tiver de ser acesa sobre terra molhada, arme-a sobre uma plataforma de toras ou de pedras chatas.

Como fazer a fogueira

Após escolher o local, isole-o e limpe-o, retirando as folhas, raminhos, gravetos, musgos e capim seco, para evitar que o fogo se propague sem que você possa controlá-lo. Se o solo estiver seco, raspe-o até chegar ao ponto de ali só ter mesmo terra; se estiver molhado, construa antes uma plataforma de pedras chatas.
Procure materiais de fácil inflamação, tais como gravetos finos e bem secos, casca de árvore seca, folhas de palmeira, musgo solto, capim seco, pequenas lascas de madeira seca, madeira podre. Reúna e disponha esse material de uma forma que permita a circulação de oxigênio, pois assim o fogo arderá mais rapidamente. Deixe à mão pedaços de madeira (árvores mortas, galhos secos) cada vez maiores para adicionar à chama inicial, tomando sempre o cuidado de não abafar o fogo e extinguir a chama. Tome o cuidado de cercar a fogueira com pedras, para impedir que as brasas se espalhem e principiem incêndios.

Como preparar a fogueira

1. cave um buraco de 15 cm de profundidade por 40 cm de largura
2. forme um círculo com pedras grandes em torno do buraco e prepare um balde de água em uma pá
3. acenda o fogo no buraco com folhas e galhos secos, depois você colocar lenha maior

Combustível

A maior parte dos combustíveis não se inflama ao contato direto de um fósforo aceso. Para iniciar a sua fogueira, você precisará de material facilmente inflamável.
Eis alguns materiais de fácil ignição: gravetos finos e bem secos, casca de árvore, bem seca, folhas de palmeira, raminhos secos, musgo solto que se encontra no chão, capim seco e ainda em pé, fetos de samambaias, pequenos pedaços de pau, rache-os e corte lasquinhas finas e compridas. Todo o material desta espécie que sobrar deverá ser cuidadosamente resguardado da umidade.
Um pouco de gasolina facilitará a combustível. Não derrame gasolina ao fogo já iniciado, mesmo que não se veja chama alguma, ela poderá estar oculta pela fumaça.
Para lenha, use a madeira de árvores mortas e secas e também galhos secos. E fácil quebrar e rachar madeira seca, basta bater com ela de encontro a uma rocha qualquer. Na madeira caída no chão, como por exemplo, um tronco de árvore, poderá estar seco mesmo que a parte de fora esteja úmida.
Quase em toda parte é possível encontrar madeira verde que queime, especialmente quando picada em pequenos fragmentos. Nas áreas sem árvores você poderá achar outros combustíveis naturais, como capim seco, que poderá ser reunido em pequenos molhos, o esterco, a gordura animal e às vezes até o carvão.

Dicas

Para acender o fogo, você tem que achar materiais que queimem rápido. Uma faísca deve ser suficiente. Para que isto aconteça. Pode empregar capim e folhas secas, pinhas quebradas e pequenos galhos secos.
Obter lenha pequena
A melhor lenha são os galhos mortos no chão. Mesmo se estiver úmida, queimará melhor que lenha verde.
A escolha da lenha
A madeira dura queima bem, dá muito calor e bonitas brasas que ficam vermelhas por muito tempo. A lenha mais mole queima muito ligeiro (se consome mais rápido) e produz chamas mais altas.

Como acender uma fogueira sem fósforos

Utilizando madeira podre, fibras vegetais, corda, ramagens secas, tiras finas de casca de árvore, madeira pulverizada bem seca, fios de pano, gaze para curativos, penas finas de pássaros ou ninhos de passarinho ou de ratos campestres prepare uma mecha (ou isca) e acenda-a utilizando um destes métodos:

Com lente de vidro:

A chama poderá ser obtida fazendo-se incidir na isca os raios solares, através da lente de um binóculo, de uma câmera fotográfica, lente de óculos, etc. Concentre os raios solares sobre a mecha com uma lente, que pode ser a de uma máquina fotográfica ou a lente convexa de um binóculo.
Lente_de_Vidro.gif
_
fogo_lente.jpg

Pedra dura

Golpeando-se uma pedra dura com uma faca, dedaço de aço ou outra pedra dura, resultarão faíscas que atingindo a isca, produziram fogo. Segure um fragmento de rocha bem dura o mais perto possível da mecha. Com a lâmina de uma faca ou um pedaço qualquer de aço fira a rocha com movimentos de cima para baixo, rapidamente e bem próximo à mecha, para que as faíscas assim produzidas caiam bem no seu centro. Uma vez acesa a mecha, assopre-a ou abane-a com cuidado, até surgir a chama. Feito isso, vá adicionando à mecha a lenha antes preparada, começando sempre pelos gravetos mais finos e aumentando o tamanho da lenha aos poucos. Na colocação da lenha, vale dizer mais uma vez, todo o cuidado deve ser tomado para não abafar a chama, dispondo a madeira de forma que o oxigênio continue a ter acesso ao interior da fogueira.
Este é um método eficaz de fazer fogo sem o auxílio de fósforos. Para isto, utilize a pederneira (pedra dura). Se você não dispuser de pederneira, veja se arranja um fragmento de rocha bem dura, com o qual possa produzir faíscas.
Se o fragmento quebrar-se ou até deixar riscar com demasiada facilidade quando atingido pelo aço, jogue-o fora e arranje outro pedaço. Aproxime as mãos prontas para bater na pederneira, por cima e bem próximas à isca, que deverá estar perfeitamente seca. Com a lâmina da faca ou um pequeno pedaço de aço, fira a pederneira em movimentos rápidos, de cima para baixo de modo que as faíscas produzidas caiam bem ao centro da isca. Juntando-se à isca umas poucas gotas de gasolina, antes de deflagrar as faíscas, a ignição da isca será facilitada.
Uma vez acesa a isca, abane-a suavemente até surgir uma chama. Leve então a isca incendiada até o ponto onde deverá ter princípio a fogueira, ou então vá ajuntando gravetos e pequenas iscas de madeira seca sobre a isca até que a fogueira pegue definitivamente.
Pedra_com_Lamina.gif

Com pilhas e bombril

Um pedaço de palha de aço (bombril) ou outro material semelhante, de fraca resistência, ligado aos pólos de duas pilhas ou a uma bateria incendiar-se-á facilmente. Também poderá provocar faíscas com dois pedaços de fios ligados aos pólos (positivo e negativo) da bateria. Leve as pontas destes fios junto à isca e os encontre e afaste rapidamente, o resultado será um curto-circuito, com faíscas suficientes para ignição da isca, ou seja, pegue duas pilhas na mesma posição que ficam na lanterna. Espiche e enrole uma fina mecha de bombril e feche curto ligando da ponta + da primeira pilha à parte negativa da segunda pilha. O bombril não agüenta a carga e incendeia. Tenha iscas de fogo preparadas à mão.
Pilhas_com_Bombril.gif
Se você se perdeu com seu carro, você pode utilizar a bateria dele para criar a fagulha.
  • Encontre alguns fios do veículo (qualquer fio do motor serve).
  • Prenda dois pedaços de fio a cada terminal da bateria.
  • Reúna o material inflamável e encoste os fios por sobre ele (isso deve criar uma fagulha e o material vai começar a queimar).
  • Sopre gentilmente para alimentar a chama.
  • Quando o material estiver aceso, leve-o rapidamente ao fosso da fogueira e acrescente lascas para acelerar a combustão.

Tira

Fazendo-se atrito com uma tira de couro ou uma corda de qualquer fibra num tronco morto ou seco, junto à uma isca, acender-se-á o fogo.
Fazendo_Fogo2.gif

Madeira com madeira

Utiliza-se o atrito das madeiras para se acender a isca
Fazendo_Fogo1.gif

Atrito

Essa técnica requer paciência e muita determinação, mas funciona bem.
  • Encontre uma peça de madeira macia com cerca de 45 cm de comprimento e 5 cm de largura que servirá como placa de atrito. Salgueiros e álamos fornecem boa madeira para isso e é fácil encontrá-los perto de rios e lagos.
  • Escave uma ranhura de 2,5 cm de largura e de 15 a 20 cm de comprimento no centro da placa, a cerca de 5 cm de qualquer das duas pontas. Use uma faca ou uma pedra afiada.
  • Encontre um graveto de madeira sólida para gerar o atrito. O comprimento da peça deve ser de cerca de 30 cm e uma das extremidades precisa ser pontiaguda.
  • Coloque a placa no chão e insira o graveto na ranhura.
  • Mova o graveto para frente e para trás ao longo da ranhura com pressão moderada, a fim de criar pequenas porções de serragem.
  • Quando houver um volume suficiente de serragem, eleve a ponta da placa e a apóie no joelho. A serragem se acumulará na ponta mais baixa da ranhura.
  • Esfregue a ranhura o mais rápido possível com o graveto, exercendo pressão forte, até que a serragem se inflame. Assopre lentamente o material inflamável até conseguir uma chama que você possa usar para iniciar a fogueira.
fogo_atrito.gif

Arco

Trata-se de outro método de fricção que requer algum tempo de aperfeiçoamento. Os itens a seguir serão necessários.
  • Soquete - pedra lisa, do tamanho da mão, com uma ligeira depressão de um lado.
  • Broca - uma vara de madeira rígida e forte, com cerca de 30 cm de comprimento e de 3 a 5 cm de diâmetro.
  • Placa base - uma placa lisa de madeira macia com cerca de 30 cm de comprimento, 15 cm de largura e 2 cm de espessura.
  • Arco - uma vara flexível de madeira verde com cerca de 2,5 cm de diâmetro e de 45 a 60 cm de comprimento.
  • Cordão - cordões de sapatos servem perfeitamente
Depois de reunir o material, é hora de acender o fogo.
  • Crie uma depressão pequena e arredondada no centro da placa base.
  • Faça um corte em V apontando para baixo no centro da placa, de forma que ele se alinhe com a depressão.
  • Dobre o arco em forma de meia-lua e o amarre com os cordões de sapatos.
  • Posicione a placa no chão e uma pequena quantidade de material inflamável sobre o corte em V.
  • Segure a placa com o pé para propiciar estabilidade e posicione o arco em torno da broca, apoiada na depressão central da placa.
  • Coloque o soquete sobre a broca, pressione moderadamente e acione a broca com movimentos repetitivos do arco. Isso fará com que a broca gire e criará um pó preto e quente que cairá sobre o material inflamável. Em pouco tempo, surgirão chamas e você poderá transferir o material inflamável aceso para o local da fogueira.
fogo_arco.gif

Lata de refrigerante e chocolate

Como muita gente não recolhe o lixo que deixa em locais de acampamento, você pode achar uma lata de refrigerante na mata. Caso você tenha chocolate, creme dental ou detergente em pó, use o método a seguir.
* Esfregue chocolate ou outro abrasivo no fundo da lata.
* Use a embalagem do chocolate ou uma peça de roupa para esfregar a lata e poli-la.
* Acrescente chocolate e continue polindo por cerca de 30 minutos.
* Remova o abrasivo da lata com água. Você quer uma superfície brilhante e reflexiva.
* Quando tiver uma boa superfície, incline a lata para o sol e segure material inflamável a cerca de 2 cm do centro da lata.
* Como uma lente convexa, a lente produzirá um foco de calor concentrado e o material começará a queimar.
* Assopre gentilmente para espalhar a chama e transfira o material rapidamente para a área da fogueira.
* AVISO - não coma o chocolate ou pasta de dente que usou porque ele conterá alumínio, produto altamente tóxico.

Usando gelo

A técnica é uma variação do método que usa uma lente de aumento, no caso substituída por gelo.
* Encontre ou faça uma lente esférica de gelo com cerca de 5 a 7 cm de espessura em sua porção central. O gelo precisa ser transparente para que o método funcione. Caso você tenha uma panela, use-a para congelar água.
* Remova as porções turvas do gelo e apare o gelo em formato redondo e abaulado como uma lente de aumento.
* Use o calor de suas mãos para alisar o gelo - quanto mais liso, melhor.
* Obter gelo transparente é o grande desafio da técnica e não existe método garantido. O gelo de lagos e rios tem mais chance de ser transparentes.
* Assim que você tiver dado forma à sua lente, use o sol para concentrar um ponto de calor no material inflamável. Caso o calor não baste para inflamar o material, continue trabalhando para dar o formato correto à sua lente.

Bomba de atrito

Outro método pouco usado é através de uma Bomba de Atrito.
Você poderá construir sua Bomba de Atrito em apenas algumas horas de atividade, certamente você se surpreendera com o resultado, alem de ser uma ferramenta muito útil nos acampamentos, é uma excelente atividade.
Repare nas fotos que a um peso na ponta da Bomba de Atrito, quanto maior o peso, maior será o atrito produzido.
bomba1.jpg
-
bomba2.jpg

Conselhos Úteis

Não desperdice os seus fósforos procurando acender uma fogueira mal preparada. Não sendo necessário, não acenda fogueiras aqui, ali e acolá, economize o combustível. Experimente todos os métodos primitivos de fazer fogo e procure tornar-se eficiente em pelo menos um deles, antes que se acabem os seus fósforos. Traga sempre consigo um pouco de material de “isca”, bem resguardado da umidade, dentro de um saquinho impermeável ou de um receptáculo hermeticamente fechado. Nos dias secos e de sol quente, exponha as iscas aos raios solares. Um pouco de carvão vegetal, pulverizado, adicionado a isca, fará com que pegue fogo com mais rapidez. Não perca oportunidade de ajuntar iscas onde quer que encontre. Mantenha a lenha para a fogueira bem abrigada da umidade. Aproveite o calor do fogo já armado para secar a lenha úmida. Poupe algumas das suas melhores iscas e alguma lenha para rapidamente acender nova fogueira, pela manhã. Para rachar pedaços mais grossos (ou pequenas toras) de madeira dura, corte pedaços em forma de cunha e crave essas cunhas na casca das toras com uma pedra ou pedaço de pau pesado (uma clava), a lenha rachada queima com mais facilidade. Para que uma fogueira dure a noite toda, ponha toras grandes em cima de modo que o fogo queime até o miolo da madeira. Uma vez formada a camada bem rica de brasas vivas, cubra-as levemente com cinza e por cima da cinza ponha terra seca. Pela manhã o fogo estará ainda aceso. O fogo pode ser transportado de um local para outro, sob a forma de pedaços incendiados de madeira em decomposição, de “palha” de coco, ou de brasas de bom tamanho. Coloque o material incendiado, ou em brasas, sob a nova fogueira, e abane ou sopre, até pegar fogo. Não desperdice material combustível. Utilize somente o que for necessário para começar e manter acesa a fogueira. Quando abandonar o local do acampamento, apague cuidadosamente a fogueira. Nos trópicos, a madeira para fazer fogo é abundante. Mesmo que esteja molhada por fora, o interior estará suficientemente seco (isto em se tratando de tronco morto) para queimar. Nas zonas com palmeiras, você poderá arranjar bom material para isca se fizer uso das fibras dos talos das folhas de palmeira. O material encontrado dentro dos ninhos de cupim e a própria “casa” dos mesmos, na parte inferior, constitui um bom material para fogueira.
Folhas verdes, atiradas ao fogo, provocam uma fumaça que muito contribuirá para manter afastados os mosquitos e também para sinalizar. A reserva de lenha para o fogo deverá ser guardada sob o abrigo, a fim de que se conserve o máximo possível seco. A madeira e o material de isca que sobrarem se estiverem úmidos, deverão ser secados junto à fogueira e guardados para uso futuro.

-
O que é FOGO? 

 Desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de materiais inflamáveis. É a reação química entre o combustível e oxigênio do ar (comburente), face a uma fonte de calor. Para que haja fogo é necessário que existam três elementos essenciais da combustão, que constituem o chamado "Triângulo da Combustão".
São eles:
 - Combustível
 - Calor
 - Oxigênio comburente
Combustível, calor, comburente O fogo é um processo químico que obedece rigorosamente as Leis das Proporções Definidas ou Leis de Proust, ou seja, a configuração desordenada desses três elementos não produzirá o fogo. Se suprimirmos desse triângulo, um dos seus lados, eliminaremos o fogo.

 A partir disso, podemos definir as 3 formas de eliminar o fogo:

 a) Resfriamento: Quando se retira o calor;
 b) Abafamento: Quando se retira o comburente;
 c) Isolamento: Quando se retira o combustível.
-

a. Proporcionar aos desbravadores e às unidades, os meios de se apresentarem e se deslocarem em perfeita ordem, em todas as circunstância.
b. Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência que são fatores preponderantes.
c. Construir uma verdadeira escola de disciplina.
d. Treinar instrutores no comando das unidades.
e. Permitir, conseqüentemente, que clube apareça em público, quer nas paradas, que nos simples deslocamento de serviço, com aspectos enérgico e marcial.
f. Demonstrar que as atitudes individuais devem subordinar-se à missão do conjunto e à tarefa do grupo.
 
DIVISÃO DA INSTRUÇÃO DA ORDEM UNIDA

a. Instrução Individual - comum a todos os clubes, na qual se ministra ao desbravador a prática dos movimentos individuais, preparando-o para tomar parte no exercícios de instrução coletiva.

b. Instrução Coletiva - que se compõe em escolas, seção pelotão, seção, pelotão, segundo a instrução que é ministrada a cada uma destas frações, subunidades ou unidades.

 

CHEFIA NA ORDEM UNIDA

a. Os exercícios de Ordem Unida constituem um dos meios mais eficientes para se alcançar aquilo que, em suma, com substância o exercício da chefia; a interpretação necessária entre o chefe e os comandados. Além do mais , a Ordem Unida é a forma mais elementar de iniciação na prática da chefia. É comandado na Ordem Unida, que se revelam e se desenvolvem as qualidades do chefe. Ao experimentar a sensação de ter um grupo de desbravadores deslocando-se ao seu comando, o principiante na arte de chefia desenvolve a sua autoconfiança, ao mesmo tempo que adquire consciência de sua responsabilidade sobre aqueles que atendem aos seus comandos, observadores mais próximos das aptidões que demonstra. Os exercícios de Ordem Unida despertam no chefe o apreço às ações bem executadas e ao anexo dos pormenores. Propiciam-lhe, ainda, o desenvolvimento da sua capacidade de observar e de estimular o clube. Através de Ordem Unida, o grupo evidencia, claramente, os quatro índices de eficiência:

1. Moral - pela determinação em atender aos comandos, apesar da necessidade de esforços físico.  

2. Disciplina - pela presteza e atenção com que obedece aos comandos.

3. Espírito-de-corpo - pela boa apresentação coletiva e pela uniformidade na prática de exercícios que exigem execução coletiva.

4. Proficiência - pela exatidão nas execuções.

 

b. É, pois, a Ordem Unida uma atividade de instrução ligada, indissoluvelmente, á prática da chefia e à criação de reflexos da disciplina.

 

GENERALIDADES:

Os termos de Ordem Unida têm um sentido preciso, em que são exclusivamente empregados, que na linguagem corrente, quer nas ordens e partes escritas. Daí a necessidade das definições que se seguem:

a. COLUNA - é o dispositivo de um grupo, cujos elementos (um ou mais desbravadores) estão um atrás do outro, quaisquer que sejam suas informações e distâncias.

b. COLUNA POR UM - é a formação de um grupo, em que os elementos (um ou mais desbravadores) são colocados um atrás do outro, seguidamente, guardando entre si a distância regulamentar. Conforme o número dessas colunas, quando justapostas, têm-se as formações e coluna por 2, por 3, etc.

c. DISTÂNCIA - é o espaço entre dois elementos (um ou mais desbravadores) colocados um atrás do outro e voltados para a mesma frente. Entre dois grupos ou unidades a distância se mede em passos (ou em metros), contados do último elemento da unidade, ao primeiro da seguinte. Esta regra continua a aplicar-se, ainda que o grupo da frente se divida em grupos menores. Entre dois desbravadores a pé, a distância de 80 centímetros é o espaço compreendido entre ambos na posição de sentido, medido pelo braço esquerdo distendido, pontas dos dedos tocando o ombro (mochila) do companheiro da frente.

d. LINHA - é a disposição de um grupo cujos elementos (um ou mais desbravadores) estão dispostos um ao lado do outro.

e. FILEIRA - é a formação de um grupo ou unidade em que os desbravadores estão colocados na mesma linha, um ao lado do outro, todos voltados para a mesma frente.

f. FILA - é a disposição de um grupo de desbravadores, colocados um atrás do outro, pertencentes a uma unidade formada em linha em mais de uma fileira.

g. INTERVALO - é o preço, contado em passos ou em metros, paralelamente à frente, entre dois desbravadores colocados na mesma fileira. Também se denomina Intervalo ao espaço entre duas unidades, ou mais desbravadores ou duas unidades. Entre dois clubes, mede-se o intervalo a partir do desbravador da esquerda, pertencente ao clube da direita, até ao desbravador da direita, pertencente ao clube da esquerda.

Para que um clube tome o intervalo reduzido (o que é feito ao comando de “SEM INTERVALO, COBRIR!” ou “SEM INTERVALO, PELA ESQUERDA ou PELA DIREITA, PERFILAR!”), os desbravadores da testa colocarão a mão esquerda fechada na cintura, com o punho no prolongamento do antebraço, costa da mão voltada para frente, cotovelo para a esquerda, trocando levemente o braço direito do companheiro à sua esquerda. O intervalo normal entre dois desbravadores é de 80 centímetros; o reduzido (sem intervalo) é de 25 centímetros.

h. ALINHAMENTO - é a disposição de vários desbravadores (ou unidades), sobre uma linha reta , todos voltados para a mesma frente, de modo que um elemento fique exatamente ao lado do outro.

i. COBERTURA - é disposição de vários desbravadores (ou unidades), todos voltados para a mesma frente, de modo que um elemento fique exatamente atrás do outro.

j. CERRA-FILA - é o desbravador (ou instrutor) pelo qual um grupo regula sua marcha, cobertura e alinhamento. Em coluna, o homem-base é o da testa da coluna-base, que é designada segundo as necessidades. Quando não houver especificações a coluna-base será a da direita. Em linha, o homem-base é o primeiro desbravador da fila-base, no centro, à esquerda ou à direita, conforme seja determinado.

l. HOMEM-BASE - é o desbravador (ou instrutor) pelo qual um grupo regula sua marcha, cobertura e alinhamento. Em coluna, o homem-base é o da testa da coluna-base, que é designada segundo as necessidades. Quando não houver especificações, a coluna-base será a da direita. Em linha, o homem-base é o primeiro desbravador da fila-base, no centro, à esquerda ou à direita, conforme seja determinado.

m. UNIDADE-BASE - é aquela pela qual as demais unidades regulam a marchar ou o alinhamento, por intermédio de seus instrutores ou de seus homens-base.

n. CENTRO - é o lugar representado pelo desbravador ou pela coluna situado(a) na parte média de frente de uma das formações de Ordem Unida.

o. DIREITA ou ESQUERDA – é extremidade direita ou esquerda de um grupo.

p. FORMAÇÃO - é a disposição regular dos elementos de um grupo em linha ou em coluna. A formação pode ser normal ou emassada. Normal, quando o grupo está formado conservando as distâncias e os intervalos normais entre os desbravadores. Formação Embassada é aquela em que um grupo de valor companhia ou superior dispõe seus desbravadores em várias colunas independentemente das distâncias normais entre um ou mais desbravadores.

q. TESTA - é o primeiro elemento de uma coluna.

r. CAUDA - é o último elemento de uma coluna.

s. PROFUNDIDADE - é o espaço compreendido entre a testa do primeiro e a cauda do último elemento de qualquer formação.

t. FRENTE - é o espaço, em largura, ocupado por um grupo em linha ou coluna. Em Ordem Unida, avalia-se a frente aproximada de um grupo, atribuindo-se 1,10 a cada desbravador, caso estejam em intervalo normal, e 0,75cm, se estiverem em intervalo reduzido (sem intervalo).

 

COMANDOS E MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Na Ordem Unida, para transmitir sua vontade à tropa, o comandante poderá empregar os seguintes meios:

- Voz

- Gestos

- Corneta (clarim)

- Apito

 

a. VOZES DE COMANDO - São a maneira padronizada, pela qual o comandante de um grupo ou clube exprime verbalmente a sua vontade. A voz constitui o meio de comando mais empregado na Ordem Unida. Deverá ser usada, sempre que possível, pois permite execução simultânea e imediata.

 

1. As vozes de comando constam geralmente de:

a. Voz de advertência - é um alerta que se dá ao grupo, previnindo-o para o comando que será anunciado. Exemplo: Atenção clube, ou unidade.

» A voz de advertência pode ser omitida, quando se enuncia uma seqüência comando. Exemplos: CLUBE! SENTIDO! - APRESENTAR ARMA! - OLHAR À DIREITA! - OLHAR FRENTE!

Não há portanto, necessidade de repetir a voz de advertência antes .

b. Comando Propriamente dito - tem por finalidade indicar o movimento a ser realizado pelos executantes. Exemplos: “DIREITA!”, “ORDINÁRIO!”, “PELA ESQUERDA!”, “CINCO PASSOS EM FRENTE!”.

Torna-se, então necessário que o comando enuncie estes comandos de maneira enérgica definindo com exatidão o momento do movimento preparatório e dando aos desbravadores o tempo suficiente para realizarem este movimento, ficando em condições de receberem a voz de execução.

O comando propriamente dito, em princípio, deve ser longo. O comando deve esforça-se por anunciar correta e integralmente a todas as palavras que compõem o comando. Tal esforço, porém, não deve ser levado ao extremo de prejudicar a energia com que o mesmo deve ser enunciado, porque isto comprometerá a uniformidade de execução pelo grupo. Este cuidado é particularmente importante em comandos propriamente ditos que correspondem à execução de movimentos preparatórios, como foi mostrado acima.

c. Voz de Execução – tem por finalidade determinar o exato momento em que o movimento deve começar ou cessar.

A voz de execução for constituída por uma palavra oxítona (que tem a tônica na última sílaba), é aconselhável um certo alongamento na enunciação da(s) sílaba(s), seguido de uma enérgica emissão da sílaba final. Exemplos: “PER-FI-LAR!”, “CO-BRIR!”, “VOL-VER!”, DES-CAN-SAR!”.       

Quando porém a tônica da voz de execução na penúltima sílaba, é imprescindível, destacar esta tonicidade com precisão. Neste caso, a(s) sílaba(s) final(ais) praticamente não se pronuncia(m). Exemplos: “MAR-CHE!”, “AL-TO!”, “ EM FREN-TE!”, “OR-DI--RIO!”, “ PAS-SO!”.

2. As vozes de comando devem ser claras, enérgicas e de intensidade proporcional ao afetivo dos executantes. Uma voz de comando emitida com indiferença só poderá ter como resultado uma execução displicente.

3. O comandante deverá emitir as vozes de comando na posição de “sentido”, com a frete voltada para o grupo de um local em que possa ser ouvido e visto por todos os desbravadores.

4. Nos desfiles, o comandante dará as vozes de comando com a face voltada para o lado oposto àquele em que estiver a autoridade (ou símbolo) a quem será prestada a continência.

5. Quando o comando tiver de ser executado simultaneamente por todo clube, os comandantes subordinados não o repetirão para suas unidades. Caso contrário, repetirão o comando ou, se necessário, emitirão comandos complementares para as mesmas.

6. As vozes de comando devem ser rigorosamente padronizada para que a execução seja sempre uniforme. Para isto, é necessário que os instrutores de Ordem Unida as pratiquem individualmente, antes de comandarem um grupo.

 

b. COMANDO POR GESTOS - os comandos por gestos substituirão as vozes de comando quando a distância, o ruído ou qualquer circunstância não permitir que o comandante se faça ouvir. Os comandos por gestos, convencionados para tripa a pé, são os seguintes:

1. Atenção - levantar o braço direito na vertical, mão espalmada, palma da mão voltada para a frente. Todos os gestos de comando devem ser precedidos por este. Após o elemento a quem se destina a ordem acusar estar atendo, levantando também o braço direito até a vertical, comandante da fração baixa o braço e inicia a transmissão da ordem.

2. Alto - colocar a mão direita, dedos unidos, à altura com a palma para a frente; em seguida, estender o braço vivamente na vertical.

3. Diminuir Passo - da posição de atenção, baixar lateralmente o braço direito estendido (palma da mão voltada para o solo) até o prolongamento da linha dos ombros e aí oscilá-lo para cima e para baixo.

4. Apressar o passo (acelerado) - como o punho cerrado, à altura do ombro, erguer e baixar o braço direito várias vezes, verticalmente.

5. Direção à esquerda (direita) - em seguida ao gesto de atenção, baixar o braço direito à frente do corpo até à coluna do ombro e fazê-lo girar lentamente para esquerda (direita), acompanhando o próprio movimento do corpo na conversão. Quando já estiver na direção desejada, elevar então vivamente o braço estendê-lo na direção definitiva.

6. Em forma - da posição de “Atenção”, com o braço direito, descrever círculos horizontais acima da cabeça; em seguida, baixar este braço na direção da marchar ou do ponto para qual deverá ficar voltada a frente do grupo.

7. Coluna por um (ou por dois) - na posição de atenção, fechar a mão, conservando o indicador estendido para o alto (ou o indicador e o médio, formando um ângulo aberto, no caso de coluna por dois).

8. Comandante de grupo ou unidade - estender o braço direito horizontalmente à frente do corpo, palma da mão para o solo; flexionar a mão para cima (dedos unidos e distendidos) várias vezes.

9. Comandante de pelotão - com os braços estendidos à frente do corpo, palmas das mãos para o solo, descrever círculos verticais em sentidos opostos.

 

c. EMPREGO DE CORNETA (ou clarim) - os toques de corneta (clarim) serão empregados de acordo com o respectivo Manual de Toques, Marchas e Hinos das forças armadas. Quando o grupo atingir um certo progresso na instrução individual, deverão ser realizada sessões curtas e freqüentes de Ordem Unida, com os comandos executados por meio de toques de corneta (clarim). Consegue-se, assim, familiarizar os desbravadores com os toques mais simples, de emprego usual. O desbravador deve conhecer os toques correspondentes às diversas posições necessárias aos deslocamentos.

 

d. EMPREGO DO APITO

a. Os comandos por meio de apito serão dados mediante o emprego de silvos longos e curtos. Os silvos longos serão dados como advertência e os curtos, como execução. Precedendo os comandos, os desbravadores deverão ser alertados sobre quais os movimentos e posições que serão executados; para cada movimento ou posição, deverá ser dado um silvo longo, como advertência, e um ou mais silvos breves, conforme seja a execução a comando ou por tempos. Exemplo:
Atenção – estando o grupo fora de forma, a um silvo longo, todos voltar-se-ão para o comandante à espero de seu gesto, voz de comando, ordem ou outro sinal. Estando em forma, à vontade, a um silvo longo, os desbravadores retornarão a posição de descansar.
EXECUÇÃO POR TEMPOS
Para fins de instrução, todos os movimentos poderão ser subdivididos e executados aos comandos intercalado: “TEMPO 1!”, “TEMPO 2!”, “TEMPO 3!”, etc. Para a realização de movimentos por tempos, a voz de comando deverá ser precedida da advertência “POR TEMPO!”. Após esta voz, todos os comandos continuarão a ser executados por tempos, até que seja dado um comando precedido pela advertência “A COMANDO!”.


(pessoal ai vai uma dica para você que quer novas ideias para seu clube entre no youtube e digite ordem unida e clica em pesquisar e você terá varios videos).
- -